domingo, 12 de julho de 2020

O poema nosso de cada dia: Se eu morresse amanhã de manhã


Se eu morresse amanhã de manhã
"De que serve viver tantos anos sem amor
Se viver é juntar desenganos de amor
Se eu morresse amanhã de manhã
Não faria falta a ninguém
Eu seria um enterro qualquer
Sem saudade, sem luto também
Ninguém telefona, ninguém
Ninguém me procura, ninguém
Eu grito e um eco responde: "ninguém!"
Se eu morresse amanhã de manhã
Minha falta ninguém sentiria
Do que eu fui, do que eu fiz
Ninguém se lembraria"
(Antônio Maria)

Apresentação:
Antônio Maria e seu quarto de hotel, 1959. Antônio Maria Araújo de Morais (Recife, 17 de março de 1921 — Rio de Janeiro, 15 de outubro de 1964) foi um cronista, comentarista esportivo, poeta e compositor brasileiro. É considerado o rei do samba-canção na década de 1950. (Wikipedia)

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