domingo, 17 de novembro de 2019

O poema nosso de cada dia


Basta
Cansei desse discurso que se arrasta
Chega de subterfúgios
De se esconder em desconhecidos refúgios
Chega de propagar um sentir alienado
De falar que está cansado
Que seu coração está vazio
Arrependido e arredio
Chega de me culpar
Pelo seu jeito estranho de dizer amar
De me magoar
Chega dessa saga
Dessa vida cega
Que veda seu olhar
Que alucina e faz o coração chorar
Chega desse desvario
Desse teu mundo em desvio
Vivamos a realidade
Sem disparidade
Sem pretensão
Sem ilusão
(Amorim Sangue Novo)

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