sábado, 10 de novembro de 2018

Evandro Gussi, embora remotamente, é um dos cotados para o Ministério do Meio Ambiente


“Apesar de manter pastas separadas, Jair Bolsonaro que o aval da bancada ruralista para o nome que vai comandar o Ministério do Meio Ambiente



Após o anúncio de que a líder da bancada ruralista na Câmara, Tereza Cristina (DEM-MS), comandará o Ministério da Agricultura, uma das maiores preocupações está na escolha do ministro do Meio Ambiente: os cotados, até agora, têm ligações com o Agronegócio.

Um dos nomes avaliados até a manhã de hoje (08) era o de Evaristo de Miranda. Atualmente chefe-geral da Embrapa, Miranda tem como base de sua formação a Agronomia, e é pesquisador influente na área. 

Ele já recebeu diversos reconhecimentos. Foi listado entre as "100 personalidades mais influentes do Agronegócio", pela Revista Dinheiro Rural, em 2017, e este ano, também recebeu o Prêmio Canacampo e SIAMIG (Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais), por servistos prestados ao agronegócio brasileiro.

Por sua ligação com o agronegócio, tem o perfil desejado pelo futuro presodente e seu nome teria recebido o aval da deputada Tereza Cristina, futura ministra do Agronegócio. Nesta semana, Miranda se encontrou com Jair Bolsonaro e os futuros ministros Paulo Guedes, Sérgio Moro e Onyx Lorenzoni. 

Entretanto, de acordo com o jornal O Globo, Evaristo já teria negado o convite, sinalizando que "problemas pessoais o impediriam de assumir a função". Por isso, outros dois nomes foram aventados pela imprensa que estariam sendo cotados por Bolsonaro.

O ex-deputado Xico Graziano teria a segunda preferência. Agrônomo, ex-chefe do gabinete de Fernando Henrique Cardoso, abandonando o PSDB neste ano, declarou apoio a Jair Bolsonaro ainda no primeiro turno das eleições. A bancada ruralista apoia, assim como Tereza, o nome de Graziano.

Apesar de não ser ambientalista para comandar o Ministério especilizado no tema, Graziano tem interlocução com ambientalistas, por defender o chamado agroambientalismo, que relaciona o cuidado de recursos hídricos e florestais de propriedades com a intensificação da produção agrícola e pecuária.

Mais cedo, a própria indicada ao Ministério da Agricultura informou que poderia recomendar nomes à pasta do Meio Ambiente, mas que o ex-deputado, se escolhido por Bolsonaro teria o apoio da bancada ruralista.

Sem confirmação, outros nomes também avalizados é do deputado Evandro Gussi (PV-SP), que não conseguiu se reeleger e do advogado ambiental Paulo de Bessa Antunes.”

OBS.: O texto original é o Jornal GGN, porém onde há a citação de que o deputado Gussi não conseguiu se reeleger, convém a nossa redação citar que o citado não se candidatou a cargo algum

Observação e título: Amorim Sangue Novo - Foto: Câmara Federal

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